Reseña del libro "A Corte das Mulheres"
Esta e a historia da ascenso e queda de uma Corte iluminada pela presença de mulheres leitoras, amantes de livros, apaixonadas pela improvisaço poetica, cantoras afeiçoadas aos bailes, eximias dançarinas, mulheres cuja vida se compreende entre os reinados de Manuel I e Sebastio (1521-1580). Mulheres escritoras, rodopiando em salas, tocando alaude, improvisando versos, dando conselhos a ministros e embaixadores, argumentando diante dos doutores, organizando a biblioteca das rainhas e princesas.Influenciadas pela Italia renascentista, combateram a favor de uma religio do espirito, colocando no centro do debate a ascenso da mulher e a critica do poder, o raciocinio sobre o amor e o desejo. Durante vinte anos, os sales animaram-se com os apaixonados, desesperados perante o comando feminino da literatura. Os poetas rastejaram, perderam olhos e braços, entraram para conventos, fugiram para a Asia, soçobraram perante os desafios do amor, enquanto as mulheres envelheciam, condenadas a uma solido imposta, fechando a mente e o corpo em salas cobertas de luto. Mas enquanto a Corte das Mulheres existiu, brilharam a erudiço de Joana Vaz, Publia Hortensia de Castro e Luisa Sigeia, a musica de Paula Vicente, o comportamento ironico e provocador de Francisca de Arago e Guiomar de Blaesvelt, assim como os versos de Cames, Jorge de Montemor e Francisco de Morais, lidos por Cervantes, Lope de Vega e Shakespeare. Naquele tempo, os livros de amor gravitaram em torno da infanta Maria e da princesa Joana de Austria, num exuberante mundo feminino prestes a nascer. O que aconteceu a esse seculo de ouro?