Reseña del libro "Versos Finais"
Voluptuoso corre solto o meu pensamento e a tarde morna vai fazendo parte da minha insensata vida... no e a ausencia do movimento das folhas das arvores que me atormenta, mas sim a saudade que paira como um cisne pensador no meu peito... buliçosas recordaçes, do bate papo com os amigos numa noite de vero me devora aos poucos. A bela lembrança da imagem da jovem tarde dos folguedos daqueles domingos soltos, fazem de mim apenas um espectador desse entardecer no meu quintal. No tenho forças para lutar com essa saudade e, nem desejo mesmo lutar, apenas me entrego como um passaro fragil as chibatadas da ventania que me leva para la e para ca, como um jovem viajante de trem que no se incomoda com a vibraço do comboio que o chacoalha insistentemente ate alcançar o fim da viagem. Ja fui viril em tempos outrora e enfrentei a solido das tardes sem voce, mas resisti... as pinceladas do tempo, como mechas acinzentadas invadem os meus cabelos e, eu nada posso fazer...Vai longe aquela tarde loura... vai longe a tarde nas cercanias do tempo que no cessa e, que corre distorcido como um rio que abre espaço nos escombros dos vales e das montanhas, como a saudade que roça o meu coraço, desfigurando-o, como o dormente que torce ante o bate-bate sem tregua sob a bigorna que sera estendido para levar os sonhos dos amantes pela via ferrea...Vai longe aquela tarde loura e, ento como um sonho desvaido, ainda menino de um tempo longinquo, ouço o som cadenciado do bate-bate na bigorna, que ainda insiste em martelar-me a memoria a roubar-me o presente e enviar-me o passado do menino descalço... correndo despreocupadamente nas verdejantes campinas, e ouvindo o som cadenciado do bate-bate na bigorna, de um tempo um pouco distante, numa saudade que afoitamente teima em insistir,a impedir que a noite chegue no entardecer do meu quintal, numa tarde morna de um sonho desvaido, aindamenino atrevido, como o som cadenciado do bate-bate na bigorna que insistentemente, atreve a arrancar dos meus olhos cansados, uma timida lagrima de uma bonita recordaço do alvorecer da minha vida...como o desfolhar das arvores e o esvoaçar dos meus cabelos acinzentados, por meio de um fortissimo vento no quintal da minha casa do entardecer da minha vida...